• Apicultores apostam na produção de mel em Sergipe e a atividade tende a crescer

23 de maio de 2023

Sergipe tem pouco mais de 300 unidades produtoras de mel, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é uma atividade que tem ganhado destaque no Brasil no últimos anos. Nessa segunda-feira (22) foi celebrado o Dia do Apicultor, profissional responsável pelo desenvolvimento da apicultura.

Segundo o IBGE, o Brasil registrou, em 2021, um recorde na produção de mel, foram 55,8 mil toneladas, aumento de 6,4% na comparação com 2020. Os dados de 2022 ainda não foram divulgados.

Ainda de acordo com o IBGE, em 2021, Sergipe produziu mais de 99 toneladas de mel. Os maiores produtores do estado são os municípios de Tobias Barreto, Poço Verde, Lagarto, Santa Luzia do Itanhy e Nossa Senhora da Glória.

O crescimento desta atividade, exige cada vez mais regulamentação dos órgãos de controle para garantir a qualidade do mel e de seus derivados.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicou na semana passada uma portaria que aprova as normas higiênico-sanitárias e tecnológicas para os estabelecimentos que elaborem produtos de abelhas e seus derivados.

Na portaria, foram abordadas, de forma detalhada, as características mínimas das instalações e dos equipamentos. Também foram abordados na normativa os aspectos do beneficiamento do mel, pólen apícola, cera de abelhas, própolis, extrato de própolis, geléia real e mel de abelha sem ferrão que os estabelecimentos devem atender ao requerer o registro no Serviço de Inspeção Federal – SIF.

Com a nova portaria, apicultores podem comercializar mel e seus derivados desde que atendam ao comprimento de normas básicas higiênico-sanitárias e que recebam a certificação de um órgão de controle.

O cumprimento de normas para o desenvolvimento da apicultura está ligado à capacitação. Nos últimos dois anos, o Sebrae capacitou 40 apicultores em Sergipe.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Sergipe) está programando a abertura de novos grupos em diversas cadeias na Assistência Técnica e Gerencial (AteG), entre elas está a apicultura, diante do potencial na produção de mel que o estado tem.
Segundo a coordenadora da ATeG, Taynã Matos, a perspectiva é que um grupo de 30 apicultores sejam atendidos a partir do segundo semestre de 2023.
“Esse atendimento tem duração de dois anos, com visitas mensais e diagnóstico produtivo individualizado de cada produtor. É definido o planejamento, de acordo coma condição financeira de assistido, para estabelecer metas e melhorar a produtividade”, disse.






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